segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Ogunda meji itan

ITANS DE ÒGÚNDA-MEJI / ÒGÚNDA JA MEJI

Ògúnda Meji foi um dos mais poderosos divinadores, tanto no céu como na terra. Ele era considerado por ter a força de Ògún e a inteligência de Ọrúnmilá em seu trabalho. Foi ele quem revelou a estória da segunda tentativa de fazer as divindades colonizar a terra. Obara Bodi um dos discípulos de Ọrúnmilá revelará mais tarde os detalhes da primeira tentativa de colonizar a terra e como foi fundada.

ÒGÚNDA-MEJI
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Ògún, a divindade do ferro e a mais velha das divindades criadas por Deus era também fisicamente mais forte que todas as 200 divindades. Ele freqüentemente era referido como o Desbravador de Caminhos, porque guiou a segunda missão de reconhecimento do céu para a terra. Diz Ògúnda- Meji, que foi por conta dos atributos físicos de Ògún que Deus apontou-o para abrir uma trilha para a segunda habitação na terra. Ele era conhecido por ser egocêntrico vaidoso e quase nunca consultava alguém para aconselhar-se.
Ele confiava quase que exclusivamente em suas habilidades produtivas e força física. O que explica o porquê não se incomodou em ir à divinação ou consultar alguém quando foi indicado por Deus para empreender a tarefa de estabelecer habitação na terra.
Assim que recebeu de Deus a ordem de prosseguir, ele o fez quase que imediatamente. Deus lhe deu 400 homens e mulheres para acompanhá-lo na missão. Chegando a terra, não demorou em descobrir as conseqüências de não fazer os preparativos adequados antes de virem do céu.
Seus seguidores mortais logo ficaram com fome, e exigiram comida. Já que vieram para o mundo sem nenhum suprimento, ele apenas poderia recomendar-lhes a cortar gravetos de uma floresta próxima para comer. O processo de se alimentar com gravetos não os satisfez e logo seus seguidores começaram a morrer de fome. Apreensivo por perder todos os seus seguidores por inanição decidiu retornar para o céu e comunicar o Pai Todo Poderoso que sua missão era impossível.
Em seguida Deus convocou Olokún, a divindade da água para guiar a segunda missão para a terra.
Ele também é igualmente orgulhoso e cheio de alto confiança. Também lhe foi dado 200 homens e 200 mulheres para acompanhá-lo. Ele também não fez nenhuma consulta nem divinação com os mais velhos celestes antes de vir para a terra. Chegando ele também não teve indício de como alimentar seus seguidores. Ele apenas pediu-lhes para beberem água quando ficassem com fome. Já que a água não podia alimentá-los com eficiência, começaram a morrer de fome. Logo em seguida, ele também retornou com seus seguidores que sobreviveram ao céu para informar o fracasso de sua missão. Deus então convocou Ọrúnmilá, acompanhado por 200 homens e 200 mulheres para
estabelecer uma habitação na terra. Ọrúnmilá ponderou se ele poderia ter sucesso na missão a qual tinha desafiado os esforços dos mais velhos e das divindades mais fortes como Ògún e Olokún.
Deus persuadiu-o a fazer o seu melhor, porque era necessário despovoar o céu, estabelecendo uma habitação satélite na terra. Seu servo fiel Okpele avisou Ọrúnmilá a não recusar a tarefa porque com as preparações adequadas, ele estava convencido que o sucesso o aguardava.
Com as palavras de persuasão de seu Okpele favorito, Ọrúnmilá concordou em partir na missão, mas apelou a Deus em lhe dar a indulgência para se preparar em alguns dias antes de partir.
Ọrúnmilá implorou as divindades mais velhas do céu para assisti-lo no planejamento de sua missão.
Eles lhe garantiram que ele teria sucesso em estabelecer uma habitação na terra. Ògúnda-Meji, um de seus próprios filhos pediu-lhe seis cawries e avisou-o para coletar um de cada dos animais e plantas comestíveis no céu, para a missão. Ele também avisou para dar um bode para Èşu e apelar para Èşu segui-lo para a terra na missão.
Após fazer todos os sacrifícios prescritos, ele foi finalmente liberado por Deus. Antes de partir implorou a Deus para permitir que Ule, (Owa em Bini) a divindade da habitação, fosse com ele.
Mas Deus lhe disse que não era Sua intenção divina despachar duas divindades para terra ao mesmo tempo, já que Ele pretendia mandá-las uma após outras. Deus, entretanto assegurou a Ọrúnmilá que ele teria sucesso na terra, e enviaria seu servo Okpele para voltar ao céu e buscar Ule (Owa), para auxiliá-lo. Ele então partiu para a terra.
Tão logo Ọrúnmilá partiu, Èşu foi contar a Ògún que Ọrúnmilá estava viajando para terra pela rota a qual ele (Ògún) estabeleceu. Ògún imediatamente foi bloquear a rota com uma espessa floresta.
Quando os partidários de Ọrúnmilá se aproximaram da floresta, não sabiam o que fazer. Ele enviou o rato para procurar um caminho através da floresta. Antes que o rato retorna-se, Ògún apareceu a Ọrúnmilá e interrogou-o pela ousadia em prosseguir para a terra sem informá-lo. Ele, entretanto explicou que havia enviado Èşu para informá-lo e quando Ògún relembrou que foi Èşu quem realmente avisou-o, imediatamente limpou a floresta para Ọrúnmilá prosseguir em sua jornada.
Antes de deixá-lo, Ògún avisou Ọrúnmilá que apenas outra obrigação ele lhe devia, era alimentar seus seguidores com os gravetos da mesma forma que ele fez, e então Òrúnmìlá prometeu fazer.
Nesse meio tempo, Èşu também informou a Olokún que Ọrúnmilá estava em seu caminho para a terra para ter sucesso aonde eles falharam. Olokún reagiu provocando um largo rio para bloquear o avanço. Quando Ọrúnmilá veio à margem do rio, despachou um peixe para procurar uma passagem através do rio. Enquanto aguardava pelo retorno do peixe, Olokún apareceu e interrogou-o porquê ele ousou embarcar em uma viagem para a terra sem obter sua permissão.
Ọrúnmilá explicou que longe de desdenhar Olokún, ele tinha na verdade enviado Èşu para informá-lo de sua missão na terra. Quando Olokún compreendeu que Èşu tinha vindo a ele, retirou a água para Ọrúnmilá prosseguir em sua jornada. Contudo alertou Ọrúnmilá que ele estava sob a obrigação divina de alimentar seus seguidores como ele (Olokún), com água. Ọrúnmilá prometeu acatar o conselho de Olokún. Sem mais obstáculos em seu caminho, Ọrúnmilá prosseguiu sua jornada.
Chegando ao mundo, ele rapidamente avisou a todos os seus seguidores masculinos para limpar o mato e construir cabanas temporárias cobertas com esteiras (Aghen). Quando aquela tarefa foi completada, retiraram os produtos agrícolas e sementes que ele trouxe para seus seguidores plantarem no mato que tinham limpado. Ao anoitecer todos eles se retiraram para dormir em suas cabanas. Èşu, que tinha recebido um bode antes da missão partir do céu, foi trabalhar nas sementes plantadas e nos animais. Quando eles levantaram ao amanhecer, descobriram que todos os produtos agrícolas tinham não apenas germinado, mas tinham produzido frutos, prontos para a colheita. Estes incluíam inhames, plantações, milho, vegetais, frutas, etc. Ao mesmo tempo toda a criação que eles trouxeram do céu tinham se multiplicado durante a noite. Aquele foi o primeiro milagre operado por Ọrúnmilá na terra, como uma manifestação direta dos sacrifícios que ele fez antes de vir do céu.
Quando seus seguidores então pediram por comida antes de se lançarem ao trabalho rotineiro do dia, ele lhes disse, em respeito à injunção de Ògún, para cortar gravetos do mato ao lado para comer. Eles fizeram como lhes foi dito. Após mastigarem os gravetos por um longo tempo, lhes disse para beberem água como ele foi advertido em fazer por Olokún. O processo de acatar as instruções dadas a ele por Olokún e Ògún é seguido até os dias de hoje por toda a humanidade, por meio da rotina de começar o dia com a mastigação de gravetos ou escovação dos dentes e enxaguando a boca com água.
Tendo atendido aos desejos de seus mais velhos, Ọrúnmilá disse ao seu povo para se alimentar com os animais e plantas que abundavam no povoado. Eles tinham sucesso em preparar o terreno para uma habitação permanente na terra. Satisfeito que nada então ficou em seu caminho para o sucesso na terra, Okpele propôs a Ọrúnmilá que era hora de enviá-lo para informar a Deus que a terra já estava adequadamente habitável o suficiente para Ule juntar-se a ele. Ọrúnmilá concordou, mas lhe disse que ele primeiro convocaria Èşu para acompanhá-lo na terra antes de pedir por Ule. Tendo prometido anteriormente acompanhá-lo assim que fosse convocado, Èşu imediatamente concordou
em acompanhar Okpele a terra.
Antes da chegada Ọrúnmilá pediu a seus seguidores para construir uma cabana para Èşu na entrada do povoado. Tão logo Èsù instalou-se em seus aposentos, Ọrúnmilá enviou um bode a ele. Ele ficou muito feliz em comer a sua comida preferida, a qual imaginou que não estaria disponível na terra.
Quando Okpele veio conferir se Èşu estava bem, o primeiro lhe disse-lhe para pedir a Ọrúnmilá para perdoá-lo por causa das dificuldades iniciais que criou antes do mesmo partir do céu, incitando Ògún e Olokún contra ele. Ọrúnmilá perdoou e implorou a Èşu para ficar na terra para ser seu posto de ouvinte, prometendo sempre alimentá-lo. Após aguardar em vão pelo fracasso de e retorno para o céu de Ọrúnmilá e seus seguidores, Olokún decidiu no céu retornar a terra para descobrir como a missão estava indo. Quando Olokún chegou a terra, encontrou Èşu que lhe disse que Ọrúnmilá tinha tido sucesso em tornar a terra habitável. Quando Olokún encontrou Ọrúnmilá, pediu-lhe para
perdoar por conta dos obstáculos iniciais criados por ele. Ọrúnmilá lhe disse que as desculpas não eram necessárias porque o sucesso não é gratificante sem dificuldades iniciais. Contudo Ọrúnmilá disse para Olokún concordar em viver com ele na terra. Ele então concordou em fazê-lo, mas insistiu que teria que ir ao céu para pedir ao Pai Todo Poderoso para permiti-lo retornar com seus seguidores. Olokún chegou ao céu e Deus permitiu-lhe retornar a terra com seus seguidores.
Quando Ògún ouviu que Olokún havia partido para acompanhar Ọrúnmilá na terra, ele também decidiu ir e ver as coisas por si mesmo. Quando Okpele viu Ògún partindo do céu para a terra, alertou Òrúnmìlá que imediatamente instruiu seus seguidores a dar outro bode a Èşu para evitar algum choque entre eles. Quando Ògún chegou, Èşu ainda estava comendo seu bode e estava muito ocupado para se incomodar. Ele simplesmente indicou a Ògún para seguir para onde Ọrúnmilá morava. Assim que Ọrúnmilá viu Ògún, se ajoelhou para cumprimentá-lo, sendo seu irmão mais velho. Ògún retribuiu a altura desculpando-se com Ọrúnmilá pelas dificuldades iniciais que criou para ele. Novamente Ọrúnmilá explicou que as desculpas eram desnecessárias porque sem aqueles problemas duros, provavelmente não teria tido indicio de como alimentar seus seguidores. Ọrúnmilá então persuadiu Ògún em ficar na terra com ele, porque sem ele (Ògún) era impossível para alguma tecnologia se desenvolver na terra. Ọrúnmilá explicou que sabia apenas fazer divinação, mas que não sabia como inventar ou fabricar. Sentindo-se lisonjeado, Ògún rapidamente concordou em retornar ao céu para ter permissão de Deus para voltar com seus seguidores para a terra. Ògún por fim retornou com seus seguidores.
Foi naquele estágio que Ọrúnmilá finalmente enviou Okpele para trazer Ule do céu. Quando Okpele narrou a mensagem de Ọrúnmilá para Deus, o Pai Todo Poderoso, instantaneamente convocou Ule para seguir para a terra para auxiliar Ọrúnmilá. Èşu foi novamente o primeiro agente que Ule encontrou chegando a terra. Èşu encaminhou-o para encontrar Ọrúnmilá em sua cabana. Longe de desafiar Ule como fez com Olokún e Ògún, Èşu implorou a Ule que ele sempre seria mais bem sucedido que seus irmãos mais velhos e sem ele ninguém teria satisfação completa na terra, porque ele era caracteristicamente paciente e inofensivo. Quando Ule encontrou Ọrúnmilá, prestou-lhe
respeito, fazendo-o capaz de vir e auxiliá-lo na terra. Ọrúnmilá retrucou proclamando com seu instrumento de autoridade (Aşe) que:
Se respeito lhe fosse prestado, seria sempre estendido a terra; Olokún sempre moraria na água tendo em vista o rio que usou para bloquear sua aproximação a terra, mas que ele seria o distribuidor de riquezas e prosperidade para a espécie humana; Ògún sempre seria usado para produzir grandes feitos, mas que ele próprio sempre trabalharia
agitadamente noite e dia e não teria paz de mente.
Ele então disse aos três para seguirem em seus caminhos em separado. Os três deixaram os aposentos de Ọrúnmilá. Eles mal haviam se movido para fora do aposento, quando subitamente Ule desfaleceu morto. Assim que caiu morto seu corpo desapareceu da vista e em seu lugar uma constelação de casas, prédios, e residências surgiram no chão. Desta forma, Ule tinha se transfigurado em casas respeitáveis para todos os habitantes existentes e futuros morarem. Ọrúnmilá rapidamente deixou sua cabana coberta de esteiras e foi para ficar no melhor e mais agradável aposento produzido para ele por Ule. Ògún ficou aborrecido e se recusou a ficar em qualquer um dos aposentos providenciados por Ule. Então construiu sua própria casa caindo aos pedaços, chamada izegede, a qual onde ele está até hoje.
O Olokún também se sentiu provocado e voltou-se para a água para constituir-se nos oceanos, mares e rios dessa terra. Os homens e as mulheres trazidos para a terra por Ọrúnmilá, Olokún e Ògún, logo começaram a casar entre si e multiplicar-se pelos quatro ventos desta terra. É importante relembrar que o fim da vida e reencarnação posterior dos seguidores que inicialmente vieram com Ọrúnmilá, Ògún, Olokún, e outras divindades tornaram-se os sacerdotes e filhos destas divindades até hoje e para a eternidade. Aqueles que desviaram o caminho do rebanho, ou que não foram privilegiados em descobrir sua família, são os homens e mulheres que passam por todos os tipos de
dificuldades na terra.
Neste estágio Okpele partiu para o céu, mas avisou a Ọrúnmilá para procurar por ele depois de algum tempo no caminho para a fazenda. Por fim transformou-se em uma árvore cujos frutos são usados até hoje para preparar o instrumento divinatório Okpele. Ele disse a Ọrúnmilá como usar as sementes que ele traria dali em diante para divinação.

OS TRABALHOS CELESTES DE ÒGÚNDA-MEJI.

Ele fez divinação para o tigre com este encantamento – Onose muroko nijo to onlo oko ode - quando o tigre quis começar a caçar. Ele avisou ao tigre para fazer os seguintes sacrifícios, dar um bode a Èşu, e servir Ifá com 1 galinha, peixe e rato para que fosse capaz de caçar com sucesso. O sacrifício era necessário para evitar caçar em vão, ou sofrer um atraso chamado (amubo) em Yorùbá e osobonomasunu (em Bini). Ele se recusou a fazer o sacrifício e no dia seguinte partiu para a floresta para caçar. O tigre tinha dois aspectos. Quando algum objeto celeste caia atrás dele, ele instintivamente corria longe em pavor. Em segundo lugar, quando ele pula sobre algum animal que tenha matado, é proibido de comê-lo. Chegando a floresta, ele viu um antílope e matou-o bebendo o seu sangue. Assim que deixou o antílope cair no chão, ouviu o som de um galho de árvore que caiu sobre ele. Por esse susto ele saltou sobre o antílope e largou imediatamente.
Em seguida ele matou um antílope preto chamado em Yorùbá de Edu e Oguonziran em Bini. Mais uma vez, o pesado o conjunto de frutas maduras pendeu da árvore sobre ele que saltou sobre a presa, deixando-a para trás. Nesse momento, o tigre estava ficando cansado e com fome, não tendo comido nada desde manhã. Quando o sol estava para se por ele estava se preparando para ir para casa quando viu um veado. Ele novamente teve sucesso em matar o veado, mas justo antes de tentar pegá-lo, um monte de frutas de palmeira caiu no chão atrás dele e ele novamente pulou sobre o veado tendo que abandoná-lo. Ele ficou desesperadamente frustrado e foi para casa. Èşu era obviamente responsável por seu infortúnio incomum.
Em seu caminho para casa avistou um coelho e perseguiu-o até que o coelho entrou em seu buraco.
Quando o coelho estava entrando no buraco, o tigre segurou-o em sua cauda e começou a puxá-lo.
Mas o coelho prendeu suas garras no buraco com tanta firmeza que o tigre só conseguiu apenas esfolar a traseira exposta do coelho. O coelho então se arrastou livre em segurança para o buraco.
Este é o porquê à parte de trás do coelho é branca até hoje, o qual o distingue de todos os outros animais mamíferos do seu tamanho. Este último incidente levou o tigre a fazer relação entre seu fracasso em fazer sacrifício e sua expedição de caça frustrada. Chegando a casa, informou sua aventura infrutífera. Para determinar a veracidade da sua estória uma equipe de busca foi à floresta e realmente viu e trouxe para casa os três animais mortos pelo tigre. Os animais foram trazidos por Ògúnda-Meji. Foi então que ele foi a Ògúnda-Meji para fazer os sacrifícios.
Após fazer os sacrifícios ele foi à floresta no dia seguinte e matou um veado o qual trouxe para casa sem nenhum incidente. Desde então, o tigre se tornou um caçador habilidoso e foi expressar a sua gratidão a Ògúnda-Meji.

ELE FEZ DIVINAÇÃO PARA A BOA.

Após criar as varias espécies das famílias das cobras, Deus distribuiu armas para cada uma delas em forma de veneno, mas esqueceu de dar alguma para a Boá, que é chamada em Yorùbá Oka e Aru em Bini. A Boá começou a se queixar porque ele carecia de armas com as quais capturar a comida. Ele então foi a Ògúnda-Meji para divinação para auxiliá-lo no que fazer para sobrepujar suas dificuldades. A flecha foi um dos sacerdotes empregados que moravam com Ògúndá-Meji e foi ele quem fez divinação para Boa. O nome completo da flecha era Okofi doo, Oko reyin ya bo olooko - Odafá fun oka, elewu - obobo, significando a flecha com a qual a Boá mata um animal envolvido pelo seu estômago. A Boa era descrita como um réptil de pele de veludo.
O Awo avisou-o para fazer sacrifício com três flechas minúsculas, obi, e 1 galinha. Ele trouxe os materiais no dia seguinte e o Awo usou a galinha para servir Ifá por ele. Com o sangue da galinha, folhas e Iyerosun, o Awo preparou uma poção medicinal para ele beber. Ele também foi avisado para ir com os obis e servir sua cabeça com eles na estrada. Ele foi deixar a parte dos obis num escondido na estrada e se escondeu em um arbusto próximo para espiar alguém que furtaria os obis.
Ele estava para pegar nas três flechas. Foi avisado pelo risco de seu temperamento incontrolável, o que explica o porquê a Boa permanece a cobra mais paciente até os dias de hoje. Aquele dia coincidiu com o dia em que Deus estava indo fazer parte de um encontro das divindades o qual tradicionalmente começava com a quebra de obi. Deus se esqueceu de trazer alguns obis quando ele saiu de casa. Ele estava acompanhado pelo seu servo favorito, o coelho que carregava sua sacola divina (Akpeminijekun ou Agbavboko). Quando Deus viu a parte na estrada ele pediu ao coelho para juntá-la. Foi auxiliado a ver que continha obi os quais ele se esqueceu de trazer de casa. Quando os obis estavam sendo colocados na sacola divina, a Boá saiu perguntou por que Deus também pegaria sua comida quando ele havia se esquecido de lhe dar algum veneno. Ele se queixou que tinha sido prejudicado porque carecia de armas com as quais capturar sua comida.
Deus imediatamente simpatizou com ele e explicou que não esqueceu. Avisou ao coelho para expor tudo o que resta se na sacola divina, e ele saiu com um aşe. A Boá tinha explicado que Ọrúnmilá preparou 3 flechas para ele e Deus pegou as 3 flechas e abençoou-as. Deus ordenou a Boá para abrir sua boca engoli-las e lhe disse que todas as vezes que ele visse alguma vítima, as flechas sairiam automaticamente para suas narinas e as lançaria em sua vítima. Não era para ele correr sobre sua vítima, mas aguardar no local, para se voltar para ele. Então engoliria a vítima e as flechas retornariam para seu estômago para uso posterior. Antes de partir, Deus apresentou o coelho para ela e advertiu para nunca usar suas armas no coelho. Quando Deus chegou à rua da conferência, descobriu que eles haviam deixado a sacola divina para trás no lugar aonde ele deu armas para Boá.
Deus ficou relutante em despachar o coelho para pegar a sacola, por medo que a Boá faminta talvez posse impulsionada a usar as novas armas adquiridas nele. Mas o coelho assegurou a Deus que ele coletaria discretamente a sacola sem provocar a Boá.
Quando o coelho chegou lá começou a provoca a Boá. Acusou-a de ser preguiçosa por aguardar no local, quando deveria estar se movendo ao redor para procurar por comida. O coelho provocou a Boá atormentando tanto que até mesmo começou a puxar a cauda da Boá, a qual era proibido.
Vencido pelo temperamento, as flechas em seu estômago se moveram para suas narinas e ele lançou-as à vontade para atingir o coelho, que então rapidamente removeu a sacola divina e correu de volta para encontrar Deus na conferência. Quando o coelho voltou para Deus informou que ele tinha sido atacado pela Boá. Deus disse ao coelho que ele tem provocado muito a Boá para ficar sujeito a sua fúria e avisou o coelho que sua real proclamação era que ele (o coelho) retornaria para a Boá para morrer. O coelho voltou com grande esforço para aquele local e morreu assim que chegou lá e a Boá o engoliu. Este incidente assegurou a Boá que a arma dada a ele por Deus era
efetivamente eficaz. Ele então ficou muito feliz.
No final do encontro, Deus teve que carregar sua sacola para casa ele mesmo. Chegando ao local aonde a Boá se assentava ela instantaneamente se prostrou para agradecer-lhe pela assistência dada.
Deus, entretanto perguntou-lhe por contrariar sua ordem de não atacar o coelho, seu servo, e a Boá explicou como provocada. Deus falou-lhe que estava preparado para perdoá-la naquela ocasião porque ela agiu sobre provocação.
Deus, entretanto proclamou que desde então, a própria Boá morreria no mesmo dia em que ele atacar-se e matar-se um coelho. Desde então nomeou o esquilo para estar narrando a localização da Boá como um sinal de aviso aos animais. Assim que Deus partiu, monte de esquilos cercou a Boá e começou a gritar para ela com estas palavras:
Okaa reeoo - Elewu obobo
Waa wooo - Elewu obobo
Desde aquele dia o esquilo tem se tornado o mais duro inimigo de Boá.
Foi um dos seus seguidores chamado Ala boun boun lofo kpiriri kparara, quem fez divinação para ÓGÚNDÀ - MEJI quando ele sem saber seduziu Epipayemi, a esposa clara do Rei da Morte. Ala boun boun era na realidade o marimbondo, que alertou Ógùndá meji para evitar ter alguma coisa a com a mulher amarela, que estava para ser a Rainha da Morte. Entretanto foi avisado a dar um bode a Èşu, o que se recusou a fazer porque não tinha intenção de ter nada a com a mulher amarela do Rei da Morte.
Não muito tempo depois, o Rei da Morte enviou sua esposa Epipayemi com uma bolsa de dinheiro para comprar um bode para ele no mercado de Oja-Ajigbomekon Akira. Ao mesmo tempo, Ógùndá meji, tinha pensado melhor, e resolveu fazer o sacrifício indo ao mercado para comprar ele mesmo o bode para uma oferecer a Èşu.
Quando Epipayemi chegou ao mercado, ela comprou um bode e uma quantidade de condimentos de cozinha, e deixou-os em sua barraca para olhar outra coisa no mercado.
Nesse ínterim, Ògúndá chegou ao mercado e descobriu que o único bode do mercado era o amarrado na barraca de Epipayemi. Ele não largou o bode com a determinação que o compraria de quem quer que fosse. Logo em seguida, Epipayemi chegou a sua barraca para encontrar um homem agarrado no seu bode. Ela estava irresistivelmente bela. Disse a Ògúndá que ela era a proprietária do bode, porque seu marido, o Rei da Morte, a tinha enviado ao mercado para comprá-lo.
A despeito desta revelação, Ògúndá forçadamente tomou o bode dela e o levou para sua casa.
Indomavelmente, a mulher não largou sua corda e combateu com Ògúndá até que chegaram a sua casa. Chegando a casa, ele usou o bode para fazer sacrifício para Èşu e declarou seu amor por Epipayemi. Agora estava anoitecendo e havia se tornado muito tarde para Epipayemi retornar para casa.
Ela não tinha opção a não ser passar a noite com Ògúndá que fez amor com ela durante a noite.
Contudo, ela o alertou das conseqüências de seus atos, porque estava certa de que Ògúndá não poderia suportar a fúria do seu marido.
Na manhã seguinte, quando Epipayemi fracassou em retornar para casa, Morte começou a questionar o povo que foi ao mercado no dia anterior, no porque sua esposa não retornara para casa.
Eles explicaram-lhe que a viram combatendo sobre o bode com um homem negro conhecido por ser um dos filhos de Ọrúnmilá.
Morte então enviou dois mensageiros a Ògúndá para alertá-lo que por seduzir sua esposa, estava indo dentro de sete dias para tratar com ele.
Foi naquele momento que ele se recordou o que o marimbondo lhe disse na divinação sobre o risco de seduzir a esposa do Rei da Morte. Sabendo que estava indefeso em face do castigo que o aguardava, decidiu resignar-se e a se lamentar parando de comer qualquer comida.
No quinto dia, Osonyin, o irmão divino de Ọrúnmilá decidiu visitar Ògúndá. Chegando a casa de Ógùndá meji, o encontrou recluso aguardando a morte. Osonyin lhe disse para arranjar coragem e firmar se.
Ele se ofereceu para ir e confrontar Morte.
Osonyin pediu a Ògúndá para se vestir com o que ele usava para se transfigurar, assim como seu bastão de divinação (Uroke) e seu boné. Ele vestiu a roupa e o boné, segurando o bastão em sua mão. Quando Osonyin chegou à casa de Morte, ele rapidamente reconheceu a casa porque era lavada diariamente com sangue humano.
Ao entrar na casa, sentou-se na sala de entrada e exigiu ver o Rei da Morte porque ele tinha vindo lhe prestar visita. Quando foi dada a descrição do visitante ao Rei da Morte, ele soube que fora Ógùndá meji quem enviara Osonyin para ir e provocá-lo. Irado, Morte deu instruções para o visitante ser preso, executado e esquartejado em pedaços pequenos.
Os seguidores da Morte pegaram Osonyin e surraram-no e cortaram-no em pequenos pedaços e peças. A pedido de Morte, os pedaços do corpo de Osonyin foram espalhados na encruzilhada.
Em tempo, seus executores voltaram para a casa e Osonyin estava sentado placidamente esperando por eles. Assim que o viram, ele insistiu que não desperdiçassem seu tempo porque ele veio ver o Rei da Morte. Estáticos com o susto e pasmos, os mensageiros reportaram a Morte que o visitante estava de volta na casa antes deles e depois que eles haviam matado-o e esquartejado em pedaços.
Morte ordenou-lhes para matá-lo novamente e atirar seus pedaços no rio para alimentar aos peixes.
Mais uma vez, eles mataram e esquartejaram seu corpo em vários pedaços pequenos e lançaram-nos no rio. Quando retornaram para casa para informar a realização da missão, encontraram Osonyin novamente na sala neste momento soltando fumaça porque era muito difícil ver o Rei da Morte. Ele indagou se o Feroz Morte estava com receio de ver uma divindade mais nova.
Quando informaram Morte de sua misteriosa ressurreição, ele lhes disse para cortá-lo mais uma vez, cozinhar os pedaços e jogá-los no incinerador para serem queimados até cinzas. Mas antes que eles retornassem para casa, Osonyin mais uma vez estava aguardando-os na sala esbravejando que entraria de penetra se Morte continuasse se recusando a vê-lo.
Sem saber exatamente o que fazer dele, Morte enviou seus mensageiros para pedir a Osonyin para dizer a seu irmão que ele havia cedido Epipayemi para ele em paz. Quando eles narraram a mensagem a Osonyin, ele berrou que para não criar uma confusão no céu, Morte deveria enviar um de seus mensageiros para acompanhá-lo a entregar a mensagem para seu irmão. Morte imediatamente concordou e enviou um de seus guarda-costas para acompanhar Osonyin e levar a mensagem a Ògúndá.
ELE TAMBÉM FEZ DIVINAÇÃO PARA DOIS PESCADORES:

COMO ÒGÚNDAMEJI RECEBE O CODNOME DE ÒGÚNDA-JA-MEJI

Havia dois amigos que eram sócios no negócio de lago artificial para peixes.Um deles chamado Oni tinha o lago enquanto o outro chamado Ooni tinha o instrumento ou a vara de pescar o peixe.
Oni Nubu, Enugha
OoniNugba, Enubu
Ambos foram à divinação com Ògúndameji e ele os avisou a dar um bode a Èşu. Eles o fizeram.
Depois disso, foram ao lago, mas capturaram um único peixe grande. Oni o proprietário do lago insistiu em ficar com o peixe porque ele possuía o lago. Ooni a proprietária da vara argumentou que sem seu instrumento, não teriam capturado o peixe. Ele também insistiu que se dava o direto de ficar com o peixe. Uma violenta discussão estava feita. Ao mesmo tempo, Ògúnda Meji foi alertado por Èşu a ir na direção do lago. Ele encontrou os dois amigos lutando e foi capaz de apaziguar a questão deles declarando que ambos tinham o direito a uma parte da caça.
Ele então usou um cutelo para repartir o peixe em duas metades iguais da cabeça ao rabo, dando uma metade para cada um deles, Ambos então ficaram satisfeitos. Assim foi aonde ele obteve seu codinome de Ògúnda ja eja meji em resumo, Ògúnda ja Meji, que é , Ògúnda que dividiu um peixe em duas metades iguais.

sábado, 9 de setembro de 2017

Até aonde ifá esta interessado em gravidez

Até onde Ifá está interessado em gravidez?

Uma mulher que teve quatro nascimentos (independentemente de bebês estarem vivos ou não) consideramos que ela teve quatro gravidezes enquanto uma mulher grávida que teve um aborto aos sete meses não é considerada que tenha tido Gravidez. A razão pela qual se considera que uma mulher teve gravidez, é por que ela deve ter passado pelo nascimento, no sentido real. O termo médico mais íntimo para gravidez é gravida, embora gravidez tenha um significado mais amplo que vai além da gravidez.
A gravidez é uma coisa que a maioria das mulheres tem ansiedade em descobrir, sempre desejam saber se estão grávidas ou não. Na maioria dos casos, a notícia chega dizendo que uma mulher está grávida e é cumprimentada por todos, especialmente com o entusiasmo natural entre os mais recentemente matrimoniados. É uma manifestação física da fertilidade da mulher. Por outro lado, a maior parte dos problemas de união são causadas pela esterilidade de uma mulher. Em alguns casos, levam ao divórcio, enquanto alguns homens recorrem a poligamia, tudo em uma tentativa de ter uma criança com sucesso quando tê-los dessa forma, seriam muitos mais problemático na visão ocidental e normal dentro da cultura nigeriana.
Da mesma forma, a gravidez pode ser essencialmente uma fonte de cuidados e / ou problemas se (um casal) não estão prontos para isso, ou o recém-concebido não é desejado. Isso pode levar ao aborto, que é um comportamento pecaminoso ou abandono do recém-nascido, matando o bebê ou em algumas culturas com própria venda do mesmo ou até mesmo usá-lo para fins ritualísticos.
A gravidez não é notada até que a mulher sente a falta de sua menstruação ou quando ela começa a ter alguns novos sentimentos, gostos ou sintomas estranhos, e, em seguida, ela visita o especialista para determinar a causa do sintoma. Para que a gravidez ocorra, deve haver relações sexuais entre macho e fêmea e o espermatozoide se una com ou fertilize o óvulo feminino. Isto é chamado de "concepção" e imediatamente depois, o zigoto é multiplicado por dois primeiramente e, em seguida, ainda mais por meio de um processo de divisão e multiplicação celular. De acordo com as escrituras de Ifa em uma estrofe de Òdí méjì, Ifá diz que o órgão reprodutor de um homem não pode procriar sozinho, sem a fusão com o órgão reprodutor da fêmea. Os dois devem copular para que um novo ser seja criado.
A estrofe diz assim

Òdí Méjì:

Um prato gigante caiu, rolando para baixo e pousou no caminho (apelido de um Awo).
Foi o Awo que lançou Ifá para Ìdí'kùnrin (o órgão reprodutor masculino).
Ele também lançou Ifá para Ìdí'bìnrin (órgão reprodutor das mulheres).
Quando lamentavam sua incapacidade de ter filhos.
Eles foram advertidos a fazer oferta, eles fizeram.
Quando o órgão reprodutivo está sozinho (desacompanhado)
Não haverá descendência
Mas quando os dois órgãos diferentes copulam,
Nós seremos abençoados com nossa descendência.

Neste Odu, Ifa também diz que, no início, havia uma segregação de gênero, onde homens e mulheres viviam separadamente. Sempre que os homens tentavam invadir a terra de mulheres, eles normalmente eram rechaçados. Foi preciso a intervenção de Irùnmolè na situação para ela voltasse ao normal, esse ato, rechaço, era contrário à missão de Olódùmarè, que buscava a procriação dos seres humanos. Portanto, eles foram misturados e começaram a fazer de acordo com a vontade de Olódùmarè. No futuro, eles foram abençoados com novas crianças.
Isso também é explicado por um outro versículo em Éjì Ogbè. Na estrofe, Ifa reitera a necessidade de acasalamento dos órgãos reprodutores masculinos e femininos. Narra uma história Ògo tééré (a glória fina, o órgão genital masculino), que queria ir para a terra de Eyin Ìwợnràn, a parte de trás do buraco sem fundo (os órgãos genitais femininos) para participar de um duelo entre eles.
Ògo tééré foi consultar Ifá, o Awo aconselhou-o a oferecer sacrifícios para o resultado de seu duelo com Èyin Ìwợnràn (o órgão genital feminino) fosse frutífero. Ele virou-se e dirigiu-se a Èyin Ìwợnràn.
Quando chegou ao seu destino, Ògo tééré se envolveu em um duelo com Èyin Ìwợnràn e finalmente foi bem sucedido e voltou para casa com um bebê forte.
O duelo entre Ògo tééré e Èyin Ìwợnràn estabelece através de Ifá, na comunicação sexual entre homem e mulher e no final acontece a fecundação, resultando na gravidez e no futuro culmina em um bebê nascido.
A estrofe de Èjì Ogbè diz:

Ọ̀tọ́ọ́tọtọ́
Ọ̀rọ́ọ́rọrọ́
Separadamente nós consumimos amendoim
E separadamente nos consumimos a semente preta
Com diferentes estilos nós consumimos fungos
O que pertence ao Orí é para Orí
O que pertence a Oòré é para Oòré
O que pertence a Ori e Oòré se oferece a Ợbamakin na Terra de Ìrànjé.
Para abençoar-nos como nosso coração deseja
Estas foram as declarações de Ifá para Ògo tééré
Ao ir se envolver em um duelo com Èyìn Ìwợnràn
Ele foi aconselhado a oferecer sacrifícios.
Ele cumpriu.
Complacência em oferecer reverte a teu favor
O não cumprimento não favorece de forma alguma.
No devido tempo, venha conhecer-nos no meio de muitas crianças.
Entre inúmeras crianças nos encontramos no pé do òrìsà.
O duelo que nós fizemos, nos comprometendo na esteira de dormir.
Produzirá um lindo bêbe.
Ifa diz que sem esperma, nunca poderá haver reprodução. Sem a reprodução, a raça humana deixaria de existir. Ifa diz que, no corpo de um homem, existem três substâncias como a água, além do sangue.
Estas são Itó (saliva) Ìtò (urina e suor, que também é parte de urina); e Àtò (esperma).
Apenas o esperma Àtò pode provocar a reprodução. É a única substância que pode fertilizar o óvulo. Itó, a saliva não consegue fazê-lo. Ìtò, a urina também não pode fazê-lo.

Em Òfún-Nara (Òfún - Ogbè), Ifá diz:

O facão afiado (apelido do Áwo)
Foi quem jogou para Ifá para Itọ́, a Saliva.
Saliva foi aconselhado a oferecer ebo e não morrer sem se reproduzir.
Ganngan, o facão forte
Também lançou Ifá para Ìtọ̀, o suor ou urina.
A urina também foi aconselhada a oferecer ebo e não morrer sem se reproduzir.
Ganngan, o facão forte
Também lançou Ifá para Àtọ̀, o esperma (espermatozoide).
Ele também foi aconselhado a oferecer ebo e não morrer sem se reproduzir.
Somente Àtọ̀, o esperma, sacrificou.
A saliva e o suor são um desperdício.
A urina ou suor derramado são inúteis.
Somente Àtọ̀, o esperma, ofereceu ebo e se reproduziu se convertendo em um novo ser, um bebê.

Este Odù Ifá explica que Itó, Ìtò e Àtò são membros do corpo humano masculino. Todos são substâncias como a água, produzidas pelo corpo e seus nomes são homônimos. Dentre estas substâncias, apenas Àtò, o esperma, (espermatozoides) foi capaz de fertilizar o ovo de uma mulher e produzir um novo bebê, para perpetuar a raça humana.

Texto de Solagbade Popoola
Versos de Ifá pertencem a memória do povo yorùbá e as pessoas do mundo.

Honestidade em ifá

a Honestidade

Sempre que a palavra honestidade é mencionada, a suposição geral é que isso significa de verdade apenas da boca para fora. Mas isso não é bem assim.
De acordo com Ifá, a honestidade significa pensar, falar e agir sinceramente, sem amargura ou qualquer interesse. Em outras palavras, a honestidade é pensar de acordo com as injunções de Òlódùmarè e agir sem dolo, amargura ou motivo escondido no fundo da mente.
Honestidade significa muitas coisas para muitas pessoas. Além da definição acima, isso também significa capacidade de reconhecer nossas limitações, coragem para aceitar nossa culpa ou erros de boa-fé, a graça de recusar-se a colher onde não semeaste e assim por diante.
Hoje em dia, há o falso amor em tudo e em quase todos os modos de vida. Muitas pessoas veem a desonestidade como um atalho para a felicidade e riqueza. Infelizmente, estas pessoas que sustentam esta visão geralmente acabam se tornando infelizes.
Em Òtúrá Rerá (Òtúrá Ògúndá) Ifá diz:

Os honestos neste mundo
São tão poucos que não chegam a 20.
É cada vez menor que 20:
Os perversos entre todos
São mais de 1200
Tempo, principalmente quando o seu longo período de tempo.
Geralmente diminuir a dor de qualquer assunto

Neste Odù, Ifá diz que para cada 19 pessoas honestas, temos pelo menos 1200 mentirosos e perversos neste mundo. Ele mostra que os seres humanos amam enganar e fazer o mal, mais do que a verdade. Supomos que este não seja o caso, mas, infelizmente, é assim que o mundo é hoje. Para efeitos da presente redação, vamos discutir a honestidade de três amplas perspectivas:
A honestidade de pensamento (piedade), A honestidade na fala (a veracidade) e A honestidade da ação (justiça).

A honestidade de pensamento é o pai das três formas de honestidade acima enunciadas. Implica muita coragem e temor de Ọlódùmarè para ser honesto no pensamento. Você deve ter a mente aberta, racional e realista para os outros e para Olódùmarè. Você não deve pensar mal de alguém ou situação, não importa a provocação ou perseguição. Ifá diz que Ọlódùmarè enviou seres humanos neste mundo para fazer bondade e nada mais. É com base nisso que os seres humanos serão julgados no Ợrùn.
Em Èjì Ogbè Ifá diz:

Eu me comporto como o meu Deus me criou.
Eu sempre faço o bem e sou honesto também
Eu não faço o mal
Eu não abrigo maus pensamentos
Para que eu não morra miseravelmente
O que nós iniciamos em nossa juventude irá persistir até a velhice.
Estas foram às declarações do oráculo para Òrúnmìlá e os 401 Irùnmolè
Quando vieram do Ợrùn para o Ayè
Òlódùmarè os instruiu a fazer o bem sempre.
Apenas Òrúnmìlá aplicou honestidade ao pensamento.
Para reverter todo o mal e as maquinações.

A estrofe acima é evidente que com piedade, todos os obstáculos podem ser superados. Somente com estes sentimentos teremos paz de espírito sempre. Por outro lado, aqueles que fazem mal ou abrigam maus pensamentos, certamente morreram pobre, a menos que se arrependam cedo e comecem a fazer o bem.

Também em Ìkà Ìwòrì, Ifá diz:

Serare, serare (ele prejudica a si mesmo).
Ele que sempre mostra que cinzas são seguidas por cinzas
Serare, serare
O mal arruína o próprio fazedor de maldades.
Foi jogado Ifá para Inúkògún que estava criando o caos
Ele foi avisado que sua destruição planejada
Recairia sobre ele e o prejudicaria
Ele foi aconselhado a oferecer sacrifícios
E abandonar a impiedade

É óbvio que precisamos ser transparentes em nossos pensamentos por todo mal que fazemos metade certamente irá voltar para nós. Nenhuma quantidade de sacrifício poderá mudar isso. A nossa maneira de pensar, falar e agir determina o tipo de espíritos que nos rodeiam. Se pensarmos o mal, os maus espíritos sempre serão nossos companheiros e se somos transparentes e puros em nossos pensamentos, espíritos benevolentes sempre estarão conosco.
Para seguidores de Ifá, honestidade e paciência são as palavras de ordem não importa a situação. Mesmo que vejamos os outros se tornarem 'prósperos' com desonestidade, não devemos nos juntar a sua gangue. Tudo o que se acumular através de meios fraudulentos irá da mesma maneira desaparecer.
Ninguém pode trazer tristeza a vida de outras pessoas e esperar a felicidade em sua própria vida. Por esta razão, Ifá diz, um Bàbáláwo deve sempre pensar sobre prestação de contas especialmente no final da sua permanência na terra.

Neste Ogbe-Sòótó (Ogbè Òsá) diz:

Se um Bàbáláwo não quer morrer
Ele não deve mentir
Se um Oníşègùn está passando por necessidade
Ele não deve ser desonesto
Não deixe ninguém exibir a desonestidade ou a mentira
Devido à responsabilidade de quando se morre
Esta foi à declaração do oráculo para Òrúnmìlá
Quando as pessoas desconhecidas (Impostores)
Travaram uma guerra contra ele
Òrúnmìlá foi convidado a oferecer um sacrifício
Ele obedeceu
Agora sim impostores
Vocês foram expostos
Agora eu sei da python
Que se assemelha a cobra
Reconheço agora a serpente do chocalho
Que se parece com a Boa “O conspirador”.
Agora posso ver através Iwówó-Erékè (O Imitador),
Que finge que é Òrúnmìlá.

A estrofe acima enfatiza claramente o fato de que nenhuma tentação deve nos fazer perder o senso de honestidade. Ela também ensina que devemos estar sempre conscientes de que inimigo certamente irá nos apanhar um dia se formos desonestos. Por outro lado, se formos honestos e somos confrontados com a tribulação, teremos como superar e ser capaz de reconhecer os inimigos que fingem serem amigos íntimos.
Ifá ensina também que, se estamos no meio de mentirosos que não estão dispostos a mudar para melhor, em vez de se juntar a eles em ser desonesto, devemos manter nossos pensamentos firmes e dentro da retidão.
Devemos fazer da nossa mente interior nosso amigo mais próximo e confiante. Se você estiver no meio de maus elementos com certeza estará infeliz.

Nesta Òyèkú méjì diz:

Um sábio honesto não existe mais.
Uma pessoa verdadeira é muito rara.
Quando eu não tinha uma pessoa para confiar.
Eu escolhi manter meus pensamentos dentro de mim.
Estas foram às declarações do oráculo para Àjàò
Que está sendo ajudado por seres terrenos
E pelos seres celestiais
Ele foi convidado a oferecer um sacrifício
Ele obedeceu
Infelizmente todos os seres humanos que buscam a minha amizade
Eu não dou ouvido.
Meus pensamentos foram mantidos dentro de mim
Todos os seres celestiais que buscam minha amizade
Eu também não estou interessado nesta amizade.
Eu mantive meus pensamentos dentro de mim.
É difícil se não impossível, para pessoas desonestas penetrarem em uma mente honesta, se esta não compartilha seus pensamentos com eles.
Isto não é uma sugestão para que você seja malicioso contra uma pessoa desonesta, exceto aconselhá-la a desistir de tal atitude.
Também em Òtúrá-Rerá (Òtúrá Ògúndá) Ifá diz que se você tiver problemas com pessoas desonestas ou você se encontra no meio delas, você pode fazer de Òrúnmìlá seu confidente, conversando com ele através de Ifá.

Neste Odù Ifá diz:

Òtúrá foi à cidade de Irá, mas nunca chegou ao seu destino.
Àkò foi a uma viagem, mas simplesmente desapareceu.
A honestidade do pensamento é muito mais gratificante
Estas foram às declarações dos sábios para “Aquele que se lamenta”.
Ele tem relações familiares com seus membros, mas não tem nenhuma pessoa para confiar.
Não há confidente tão certo como Òrúnmìlá.
Ifá é um confidente. Não há confidente como Ifá.
Quem é desonesto em seu pensamento não prejudica apenas os outros.
Ele também está prejudicando a si mesmo.

Ao fazer isso, ele está convidando a ira de Òlódùmarè para si mesmo.
Algumas pessoas inventam mentiras e repetem as mentiras em sua mente por tanto tempo que eles começam a acreditar nas mentiras!
Infelizmente, não é preciso muito tempo para que as pessoas ouçam essas mentiras para descobrirem a verdade.
Os mentirosos acabam sendo humilhados e desonrados.
Outro problema com pessoas desonestas é que eles sempre viram suspeitos de outros delitos e a mania de mentir destas pessoas será a moeda que ele sempre receberá em troca.
Mentirosos não acreditam em ninguém.
Eles sempre acham que todo mundo é tão desonesto quanto eles mesmos.
Ifá diz que uma pessoa desonesta nunca vai ser feliz consigo mesma ou com suas conquistas na vida.
Não importa sua posição social, se ele vê qualquer outra pessoa que tinha conseguido algo por meios honestos, não importa o quão pouco, ele (pessoa desonesta) será inundado pela inveja e o desconforto.

Òtúrá Rerá diz:

Desonestidade não paga ninguém
A maldade não é benéfica
Quando uma pessoa desonesta loteia sua traição
Sua consciência idiota é insistente
Estas foram às declarações de Ifá para Sàgbagìrìyàn
Que é a consciência das pessoas honestas
Reze, seja honesto, seja verdadeiro
A Divindade suporta.

No exemplo acima o Odù Ifá diz que as pessoas desonestas recebem punição quando eles mentem de forma latente ou visível, infinitesimal ou grande.
Quando uma pessoa é pura em seus pensamentos, ele vai ter dificuldade de se relacionar livremente com outras pessoas, uma vez que será desconfortável a sua presença. Isso pode levar a uma situação em que se sentirá desconfortável em sua presença. Isso pode levar a uma situação em que a pessoa honesta será condenada ao ostracismo social. O consolo, porém, é que pessoas desonestas estão sempre com inveja dos honestos. As pessoas honestas têm esperança na vida. Não importa o quão pequeno o grupo de pessoas honestas são, eles são sempre felizes.
Neste Odù Ifá, Òtúrá Rerá diz:

Òtúrá foi à cidade de Irá, mas nunca chegou ao seu destino.
Àkó foi a uma viagem, mas simplesmente desapareceu.
A honestidade de pensamento é muito mais gratificante
Estas foram às declarações dos sábios para “Aquele que se lamenta”
Ele tem relações familiares com seus membros,
Mas não tem nenhuma pessoa para confiar.
Não há confidente tão certo como Òrúnmìlá.
Ifá é um confidente. Não há confidente como Ifá.
Quem é desonesto em seu pensamento não prejudica apenas os outros.
Ele também está prejudicando a si mesmo.
Ao fazer isso, ele está convidando a ira de Ólódùmarè para si mesmo.
Algumas pessoas inventam mentiras e repetem as mentiras em sua mente por tanto tempo que eles começam a acreditar nas mentiras!
Infelizmente, não é preciso tanto tempo para as pessoas dizer essas mentiras para descobrir a verdade.
Os mentirosos acabam sendo humilhados e desonrados.
Outro problema com pessoas desonestas é que eles viram suspeitos de outros delitos e a intenção das pessoas é mentir para pagá-los de volta com suas próprias moedas.
Mentirosos não acreditam em ninguém.
Eles sempre acham que todo mundo é tão desonesto quanto eles mesmos.
Ifá diz que uma pessoa desonesta nunca vai ser feliz com sigo mesma ou suas conquistas na vida.
Não importa como altamente colocado, se ele vê qualquer outra pessoa que tinha conseguido algo por meios honestos, não importa o quão pouco, ele (pessoa desonesta) será inundado com inveja e desconforto.

A vitória final dos piedosos é que não importa quão poucos eles podem ser eles estão destinados a ter paz de espírito e de progresso. Eles também comandam o respeito relutante do desonesto.

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Turquia

[5/9 15:43] Baba Fabricio: Sobre a Turquia
Quero fazer umas pequenas ressalvas pra esclarecimento: turco no tambor de Mina é todo encantado da região da antiga Mauritânia e região do oriente médio, ainda incluindo regiões da África
Nesse grupo há os afins, alianças de casamentos e índios que foram amigos dos Turcos ao chegarem ao Brasil
[5/9 15:43] Baba Fabricio: Tem que saber o básico sobre o Terreiro da Turquia...
Enredar sobre Rei Sebastião e Dom Luís
[5/9 15:44] Baba Fabricio: Pesquisem sobre a história de uma batalha em Alcácer-Kibir
Alkalcer Kibir ou Alcácer Quibir
[5/9 15:44] Baba Fabricio: Ano?
Quem foi o organizador da cruzada?
Quais reis cristãos estavam envolvidos?
Quem foi derrotado?
Qual o motivo da cruzada?
O que aconteceu com o Rei Sebastião?
[5/9 15:44] Baba Fabricio: Depois dessas respostas aí eu entro.
Tem que pesquisar.
😃
[5/9 15:44] Baba Fabricio: Ainda sobre o Reino Africano chamado de Nupê ou Tapá:
Língua falada?
Região?
Culto e quem rege aquela região.
[5/9 15:45] Baba Fabricio: 1578
Dom Sebastião
O reino turco
A retomada de um reio q foi perdido
Foi morto e seu corpo nunca foi achado assim como as outras liderança da cruzada

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Elenini a inimiga de ori

ÈLÉNINI, A INIMIGA DE ORI

Os yorubás não concebem um ser malígno, como o diabo judaico-cristão, que objetiva unicamente destruir a obra do Criador, prejudicando as pessoas.
Contudo, os africanos identificavam uma divindade cuja atribuição seria criar obstáculos, dificuldades na realização do destino dos Seres Humanos. Esta é Elenini, conhecida também como Ido Boo e ainda chamada de Yeyemuwo (“mãe da desgraça”).
Elenini é a guardiã da câmara interior de Olodumare, local onde o destino é escolhido por cada Ser antes de nascer. Elenini é a testemunha de nossas aspirações diante do Criador.
Quando Olodumare autorizou a vinda dos Orixás à Terra, teria enviado também Elenini para lhe informar o comportamento dos deuses.
Segundo Babalawô Awofa Ifakemi Miguel, Elenini é “…uma divindade mitológica da desgraça e do obstáculo, enviado por Olodumare para aniquilar as divindades que se mantiveram no Aye com um mau comportamento.”
Elenini testa nossa determinação e nosso caráter, oferecendo tentações e armadilhas que põem em risco os propósitos originalmente eleitos por nós diante de Olodumare.
Como a atribuição de Elenini é criar dificuldades para testar nosso caráter, conflita diretamente com Ori, cuja regência é guiar os Homens pelo seu destino. Por isso, Elenini é considerada como a “inimiga de Ori”.
Apesar de sua forte influência e iminente risco ao bem-estar dos Homens, Elenini não recebe nenhum culto direto na Nigéria ou em qualquer outro local de influência yorubá. Elenini é afastada com o culto ao Ori e com a prática do bom caráter.
Quando um indivíduo está dominado por Elenini, este se torna cego e surdo. Seu Ori está em desequilíbrio e passa a ser uma companhia perigosa aos incautos. Estar em companhia destes, ou em locais repletos de pessoas tomadas por Elenini, torna-se perigoso.
Segundo os yorubás, quando o trabalho de Elenini entra em fase final, é preciso um grande esforço de Ori e da ajuda dos Orixás para haver a superação.
Os dominados por Elenini têm suas vidas marcadas pela derrota, pelo fracasso, pelo desregramento.
Muitos casos de loucura e de surtos de violência, em verdade, são resultantes do domínio de Elenini, quando esta consegue desvirtuar o Homem de seus objetivos, levando-o à derrota inevitável.
Somos frequentemente atacados por Elenini, todavia, através de recomendações do Oráculo, somos alertados e recomendados a fazer determinados ebós, ou a mudar atitudes que podem levar a resultados perniciosos em nossas vidas.
Apesar do perigo que representa Elenini, esta divindade não é vista pela filosofia yorubá propriamente como algo “demoníaco”, mas como um contra-ponto, capaz de nos valorizar as boas atitudes e a testar nosso livre-arbítrio.
Elenini nos obriga a exercitar o bom-senso e a fortificar iwá (o caráter).
Todas as ações humanas que enfraquecem o Ori, tais como excessos de álcool, as drogas, a promiscuidade, locais onde Elenini impera, amizades nocivas, facilitam a influência da Yeyemuwo. Ao vencermos nossas fraquezas, derrotamos Elenini.
Segundo a tradição yorubá, antes de virmos ao mundo, devemos antes fazer uma oferenda a Elenini. Aqueles que teimam e nada ofertam a Elenini, passam por grandes tribulações na vida e nada realizam.

Orunmila gbé wá!

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Igba

7 de outubro de 2014 ·
Significado de um Igbá

Na religião Yorùbá, Igbás (awọn igbá) são assentamentos de orixá (òrìṣà). Um assentamento é uma representação do orixá (òrìṣà) no espaço físico, no mundo, no aìyé. Sob o ponto de vista sacro não existem representações humanas de orixá (òrìṣà).
A religião Yorùbá não tem imagens para representar suas divindades, o que representa uma divindade é o seu Igbá, ao olharmos um Igbá é como se estivéssemos olhando para a divindade. Secularmente existem representações em forma de desenhos e esculturas mas que são frutos apenas de criatividade de artistas e não tem uso sacro.
Os orixá (awọn òrìṣà) são adequadamente representados por símbolos e grafismos próprios de cada um e por extensão por outros elementos como folhas, arvores, favas e contas. Mas o Igbá é a sua representação mais adequada.
Vale refazer a afirmação, já explicada em outro material, de que o orixá (òrìṣà) não são elementos da natureza, assim “olhar” o vento não significa olhar para oya, olhar uma pedra não significa olhar para Xango (ṣàngó), olhar para o mar não significa olhar para yemoja, etc..
O mesmo sentimento que um católico tem ao olhar para uma imagem de um santo em sua igreja e altar, o povo de santo tem ao olhar para um igbá. É muito comum as pessoas, nos seus quartos de santo, “vestirem” seus Igbá com suas roupas de orixá (òrìṣà) como se fosse o próprio orixá (òrìṣà). Contudo, igbá são de acesso muito restrito, de uso exclusivamente sacro e ritualístico, não tem visibilidade pública e ficam guardados dos olhos de todos.
Dessa maneira, cada Igbá representa uma divindade através de um continente (Vaso, invólucro, recipiente) e seu conteúdo, e esse conjunto, continente e conteúdo é específico de cada divindade. Esses continentes podem ser de porcelana (substituindo cabaças), barro ou madeira e serão empregados distintamente para cada divindade que ele representa. São usados elementos físicos comuns, como tigelas, sopeiras, pratos, bacias e alguidares.
O iniciado no seu processo de feitura (que é distinto de uma iniciação mas muitas vezes essas expressões se confundem) poderá receber um ou vários Igbá, dependendo do seu status na religião e da própria tradição da casa em conduzir este ritual.
Mas o igbá não é o orixá (òrìṣà) no aìyé. Essa religião não coloca um orixá (òrìṣà) dentro de uma sopeira, não é uma religião animista. O igbá representa apenas a ligação entre os 2 espaços, o espaço físico aìyé e o espaço espiritual o Orun (ọ̀run). É uma “ponte” entre os 2 espaços. Sua função não é trazer o orixá (òrìṣà) para o aìyé porque os orixá (òrìṣà) já estão presentes em nossa vida o tempo todo, não existe secularismo na religião. Sua função é completamente ritualística.
O igbá é, de fato, dentro de toda a religião Yorùbá uma dos elementos mais importantes e significativos por traduzir a contínua relação entre o Orun (ọ̀run) e o aìyé. Ele representa o reconhecimento da existência do espaço espiritual, o Orun (ọ̀run), e a ligação perene que existe entre os 2 espaços (ọ̀run-aìyé) na forma de um contínuo duplamente alimentado e da circulação, transformação e reposição de axé (àṣẹ). Dessa maneira o seu valor não esta somente na sua existência como instrumento ritualístico, como foi ressaltado no início, mas também no que ele representa.
Toda religião tem símbolos e simbolismos. Uma cruz para os católicos representa muito também: todo o significado da paixão e do sacrifício de Jesus. Assim esse símbolo traduz em sí muito mais do que somente a lembrança da crucificação de Jesus e sim um todo da sua doutrina, poderíamos falar muito apenas olhando para uma cruz. O mesmo vale para um Igbá. Nada é mais sagrado por sí só pelo seu uso e nada pode traduzir tanto da doutrina que cobre a religião Yorùbá como o entendimento da sua função.
O Igbá é uma manifestação de Fé, e por isso um reconhecimento de nossa Fé na religião. De acordo com a metafísica Yorùbá, para tudo que existe no aìyé existe um duplo no Orun (ọ̀run). O Igbá é um elemento de ligação entre essas 2 porções e um instrumento de concentração de energia. É usado para nos ligarmos às divindades, liga o físico à dimensão espiritual, a dimensão aìyé à dimensão Orun (ọ̀run).
O objetivo de um Igbá é potencializar a ligação Orun-aìyé (ọ̀run-aìyé) sendo o instrumento que no aìyé representa o duplo do Orun (ọ̀run). O Igbá esta vinculado diretamente à uma pessoa no aìyé mas não a representa e sim ao duplo do Orun (ọ̀run). Como já foi dito ele não armazena um orixá (òrìṣà), ele não é uma lâmpada mágica que esfregamos para dali sair um orixá (òrìṣà). Ele é a ponte de ligação direta entre o aìyé e o Orun (ọ̀run) entre o iniciado no aìyé e suas energias e divindades no Orun (ọ̀run).
Um dos principais usos que se dá a ele é receber os Ebós (ẹbọ), que são sacrifícios de todo o tipo, entendendo que o sentido de sacrifício na religião não envolve o uso de sangue em sí. Um sacrifício por ser qualquer oferenda que vai se converter em axé (àṣẹ). Um Obi é um sacrificio, um Acaça é um sacrifício e pode substituir um boi.
Esse aspecto de participar ativamente de Ebós (ẹbọ) é uma finalidade muito importante, mas não imprescindível. Não se precisa de uma Igbá para fazer uma oferenda, mas, todo sacerdote tem e usa os seus para isso. Isso tem todo o sentido, sendo o Igbá um elemento de ligação ou de potencialização dessa ligação como esta sendo dito realizar isso junto a eles é fazer esse instrumento funcionar.
Em outro material esta muito bem explicado essa questão do Ebós (ẹbọ) mas é importante lembrar que um Ebós (ẹbọ), uma oferenda é um parte de um processo de transmissão e reposição de axé (àṣẹ) e os elementos utilizados são transmutados em energia, em axé (àṣẹ).
Dessa maneira ao se fazer isso através de um Igbá esta se fazendo chegar ao duplo do Orun (ọ̀run) referenciado por aquele Igbá a transmutação da energia dos elementos afins a ele que foram usados no sacrifício.
O ponto que esta sendo ressaltado é que o Igbá em um Ebó (ẹbọ) é o instrumento que direciona, potencializa e agiliza a este ase chegar ao Orun (ọ̀run). O Igbá não é um instrumento para “alimentar” o iniciado no aìyé.O Igbá pode ser coletivo ou individual. Quando coletiva chama-se Ajobó (ajọbọ) e liga uma comunidade a sua comunidade espiritual, ao coletivo que ela representa e a divindade que a protege. Quando individual liga a pessoa ao seu reflexo no Orun (ọ̀run).

Do que é feito um Igbá?
O Igbá é feito usando materiais que estão ligados à divindade que ele representa. Assim o material e o seu conteúdo ajudam a estabelecer a relação, devendo ser utilizados sempre elementos completamente afins com a divindade e que traduzem a matéria original do Orun (ọ̀run). Conhecer essas relações e afinidades é parte do aprendizado de um iniciado durante sua vida e somente aqueles que as conhecem terão verdadeiro sucesso no seu trabalho ritualístico.O principal elemento dentro de um Igbá é a pedra, o okuta. Acima de todos os demais componentes ela receberá todo o trabalho ritual de preparação e por essa razão muitos dizem que é a única coisa importante, todo o demais é apenas decorativo. O pedra para os Yorùbá significa a longevidade a existência perene.
Os demais elementos fazem parte do enredo do orixá (òrìṣà) de maneira que não são apenas decorativos. Entretanto muitos itens que são colocados em um igbá pode ser meramente decorativos.
Os demais elementos em um Igbá variam entre metais, favas, folhas e outros materiais que remetem ao orixá (òrìṣà) original. O elemento escolhido para o continente do Igbá também terá relação direta com ele. Tudo dentro de um Igbá é feito para traduzir a matéria original do Orun (ọ̀run) que foi materializada no aìyé através do iniciado ou da comunidade que o Igbá representará.
A escolha de cada elemento depende de para quem será feita a ligação. Cada orixá (òrìṣà) tem os seus elementos correspondentes no aìyé. Adornos e enfeites exteriores que apenas agradam ao ego de quem faz não ajudam nisso. O importante são as folhas, as favas, os metais e outros elementos genéricos como os búzios. Entendo que moedas, muito presentes, deveriam ser representadas apenas pelos búzios, que eram dinheiro, mas muita gente coloca mais como um desejo de prosperidade do que um elemento de ligação de fato. O material do recipiente externo é escolhido entre algumas opções. A cabaça é substituída pela porcelana branca para os orixá (òrìṣà) fun fun, o barro e excepecionalmente a madeira para um orixá (òrìṣà) específico. As cores desses materiais e elementos decorativos vão compor esse conjunto de forma harmoniosa. Para os caso das cores existe muita criativade. Os Yorùbá reconhecem apenas 3 cores, o branco, o vermelho e o preto. Todas as demais cores são elementos de uma dessas 2 famílias e as representam da mesma maneira. Assim o verde e o azul são elementos da cor preta. O amarelo do vermelho e por assim vai.Todo Igbá individualizado é composto de um recipiente com tampa (continente) contendo a pedra, okuta, o núcleo do Igbá e os demais elementos com água, óleos e outros elementos líquidos. O igbá sem tampa são usados em assentos coletivos, não individualizados, eventualmente casas e axé (àṣẹ) podem fazer variações disso.

O vínculo Ọrun-aìyé

Uma questão importante quando falamos de Igbá é o que ele traduz de fato e a questão de a quem pertence e o que ele traduz . Como explicado, já extensivamente, é um elemento de ligação e pode ser coletivo ou individualizado, mas, como explicado nunca é o orixá (òrìṣà) no aìyé.
Os aspecto coletivo-indivíduo também é uma das características marcantes da ritualística da religião. Estamos todo o tempo lidando com essas 2 faces do divino que é coletivo como todo o divino, mas, para os iniciados, os sacerdotes totalmente individualizado em sua manifestação.
O exemplo mais individualizado possível do divino é o doIgbá ori. Nada é mais próprio, pessoa e individualizado do que um Igbá Ori. Seguindo o que repetimos a exaustão, oIgbá é a representação no aìyé do duplo no Orun (ọ̀run), o ori no Orun (ọ̀run) a divindade pessoal, que esta no Orun (ọ̀run) e nos protege, guia nossos passos, abre e fecha nossos caminhos e esta acima de qualquer orixá (òrìṣà) em nossa vida. Não representa o Ori que está no aìyé uma vez que esta resida na própria pessoa. Usamos o Igbá ori para chegar ao Ori no Orun (ọ̀run) o duplo por excelência. No processo que chamamos de Bori a oferenda ao Ori, o processo de reposição de axé (àṣẹ), duas entidades serão alimentadas com axé (àṣẹ) o duplo do Orun (ọ̀run) e o Ori que esta no aìyé.
O Igbá Ori nesse processo e durante o processo, é criado e é por excelência o elemento fundamental na execução de um Bori mas pode não mais existir após a sua execução. Uma vez realizado o Bori ele pode ser desfeito, despachado junto com os demais elementos utilizados e oferecidos. Contudo nada impede, como provavelmente na maior parte das vezes, ele ser preservado, o tornando mais perene e forte o vínculo Orun-aìyé (ọ̀run-aìyé) .
É claro que esse vínculo não se perde quando despachamos o Igbá, da mesma forma que nenhum vínculo de desfaz quando despachamos um Igbá ou não o temos. O Igbá é um instrumento de intensificação disso a ser criado e usado por que sabe o que esta fazendo.
Na tradição do Candomblé onde o culto ao Ori se manteve sempre presente e importante não se faz um Bori sem que seja criada a representação no aìyé do Ori. Não me interessa tratar aqui da forma como outras tradições religiosas da mesma base fazem isso porque muitas delas não o faziam e adotaram tardiamente copiando o que viam ou ouviam falar e muito menos o que tradições africanas que perderam a sua origem no processo de cristianização e islamização tendo que buscar em literatura suas origens. No Candomblé sempre foi feito assim.
Dessa maneira o Igbá Ori é um exemplo vivo, conhecido e forte do que foi dito aqui sobre o que é um Igbá, sua finalidade, seu uso e aplicação prática.Voltando ao ponto do coletivo individual, no caso dos orixá (òrìṣà), na feitura de um olorixá o processo de ritual é todo voltado para a individualização. Assim, se inicia com o genérico que é o orixá (òrìṣà) e se faz a individualização deste através da ligação Orun-aìyé (ọ̀run-aìyé) para a pessoa, e isso é realizado no momento em que se cria a ligação Orun-aìyé (ọ̀run-aìyé) através do Igbá. Os animais que serão usados, os elementos colocados e dispostos, a ritualística de elaboração. Uma determinada qualidade será feita com o okuta indo ao fogo, etc... A individualização nascerá nesse momento e oIgbá por excelência é a marcação desse caminho, distinguindo assim um assento coletivo de um assento individual através da ligação Ori-okuta. O processo de individualização passará pela ritualística e também por materiais, metais, favas e folhas, específicos daquele orixá (òrìṣà) para aquela pessoa.
Já o orixá (òrìṣà) genérico será ligado através do Igbá genérico aquele que não passará pelo processo de individualização.
Dito isso voltamos ao ponto de que um Igbá òrìṣà criado dentro do processo de feitura não é um Igbá genérico ou coletivo, ele foi individualizado através da ligação Ori-okuta e sempre estará ligado aquele Ori.
Dentro da ritualística devemos lembrar que a pessoa é preparada para ser ele próprio o receptáculo do orixá (òrìṣà), o seu Igbá vivo. Um Ìyawó é um Igbá vivo do seu orixá (òrìṣà). O Igbá físico complementa isso ligando não mais o orixá (òrìṣà) genérico mas sim o orixá (òrìṣà) individualizado no Ìyawó ao orixá (òrìṣà) origem no Orun (ọ̀run) através de uma ligação individualizada, do Igbá individualizado.
Esse aparato físico ritualizado na iniciação deixa de ser matéria ordinária, barro, metal, ou fava e passa a constituir o caminho metafísico para o orixá (òrìṣà). Mas também não é mais uma ponte para o axé (àṣẹ) genérico do orixá (òrìṣà) e sim a sua fisicalização individualida naquele Ìyawó. Assim temos 2 caminhos, o caminho coletivo e genérico e o caminho individualizado. Os Igbá são os instrumentos de amplificação dessa relação entre os 2 espaços e o acesso ao ase de cada orixá (òrìṣà). Todo o processo de equilíbrio e restituição de axé (àṣẹ) passara por eles para ir ao duplo no Orun (ọ̀run) e retornar no aìyé para quem necessita.
Uma pessoa não será dependente de seus Igbá. Acima de tudo a relação desses espaços sempre existirá e jamais estamos não assistidos. Podemos não ter o instrumento de amplificação mas sempre teremos nosso ori e todos os orixá (òrìṣà).A quem pertence um Igbá?
Um Igbá ori é tão pessoal que jamais deveria ser mantido no Ile, longe de seu dono. Esse Igbá é completamente individualizado uma vez que não encontraremos no Orun (ọ̀run) um Ori coletivo mas sempre individual de forma que ele e só tem sentido e utilidade pelo seu próprio dono. Deveria assim estar junto da pessoa na sua casa. Nos casos em que essa pessoa não tem condições de mantê-lo em casa o Ilê Axé (Ilé àṣẹ) é o lugar natural.
O problema sempre surge em relação aos Igbá de orixá (òrìṣà) que despertam grandes paixões. Esta é uma religião praticada em torno dos orixá (òrìṣà) e seu culto assume demais importância. Deveria ser um culto ao Ori, a família e a ancestralidade mas o culto ao orixá (òrìṣà) assume proporções muito grandes.
Uma pessoa durante o seu processo de iniciação poderá receber um ou muitos Igbás, tudo depende da tradição da casa. Eu entendo que o mínimo que uma pessoa deve ter após sua iniciação seria, o seu igbá ori (que já deveria existir bem antes, muito antes da pessoa se iniciar), o Igbá do seu orixá (òrìṣà) e o Igbá ou assentamento do Exu bara (èṣù bara) do seu orixá (òrìṣà). Esta conjunto Igbá orixá + Exu bara é básico e imprescindível.
A este conjunto básico outros elementos podem ser adicionados como o Igbá do seu juntó que é o seu segundo orixá (òrìṣà), e os Igbá do seu enredo de orixá (òrìṣà). Deve se entender por enredo o conjunto de orixá (òrìṣà) que formam sua energia no aìyé e isto esta diretamente ligado ao processo de individualização. Assim a quantidade e qualidade dos Igbá que uma pessoa terá como parte do seu “enredo” depende da sua qualidade de orixá (òrìṣà) e de seu próprio caminho na religião, coisa que só é determinado durante o processo de feitura e consultas ao Oráculo.
Algumas casas fazem todos esses Igbá durante o processo de iniciação, outras vão adicionando isso ao longo das obrigações de 1, 3 e 7 anos. Se a pessoa terá Oye de babalorixá (babalórìṣà) ou dependendo o oye que essa pessoa venha a ter, o conjunto de Igbás (awọn igbá) será distinto de pessoas que não terão oye – cargo sacerdotal. Observe que nem todo mundo que é iniciado nessa religião será um babalorixá (babalórìṣà) ou iyalorixá (ìyalórìṣà). A maior parte sera formada de egbons, mais velhos.
Um iniciado em uma casa terá então uma quantidade significativa de Igbás. Mas, a quem pertence isso, a quem pertencem esses Igbás? Digo isso porque todos devem ter conhecimento do problema envolvido na posse de Igbá orixá. Muitas casas não permitem que nunca a pessoa retire osIgbá de dentro dela, nem mesmo quando seria natural que é quando a pessoa completa seus 7 anos.
O mais comum é que após desavenças durante o seu período de Ìyawó a pessoa quera deixar o Ilê Axé (Ilé àṣẹ) e naturalmente queira levar consigo os seus Igbás. Muitos as vezes nem conseguem mais entrar e ficam preocupados tendo deixado para trás seus Igbás devido a eles representarem um ponto de vulnerabilidade.
De fato, todos tem razão. Um Igbá sempre será um ponto de vulnerabilidade, principalmente o igbá ori. Esse jamais deveria estar em um Ilê Axé (Ilé àṣẹ). Mas a primeira coisa que tenho a dizer é tome cuidado com o que faz da sua vida. Nunca entre em nada sem avaliar tudo antes. Tem que conhecer primeiro a casa, o dirigente e as pessoas que frequentam a casa. As pessoas se dão mal porque se precipitam, colocam a vaidade na frente. Assim se a decisão de iniciação for mais consciente os problema serão menores. Segundo não se sai de um Ilê Axé (Ilé àṣẹ) por qualquer motivo fútil. Se foi seu orixá (òrìṣà) que escolheu aquela casa (essa é a tradição, é o orixá (òrìṣà) que escolhe onde quer ser iniciado e não a pessoa) então se submeta aos caprichos de outros. Mantenha o seu respeito e sua individualidade mas vaidade por vaidade a sua deve ser a menor.
Durante uma feitura não existe apenas um processo de individualização existe também um processo de ligação com o axé (àṣẹ) da casa e do iniciador. Um Ìyawó está fortemente ligado a casa e a pessoa que o iniciou. O processo ritualístico leva componentes que criam essa ligação, assim o iniciador considera que aqueles igbá não são independentes, eles adicionaram axé casa e receberam axé da casa. Foram parte de um conjunto. É entendido que seu sentido de existir é dentro daquela casa.
Se a pessoa sair, que faça seus Igbá na sua próxima casa. De maneira que não estamos discutindo a propriedade de louças e barro e sim de asé. Isso é verdade. Se você deixa para trás os seus Igbás, não se preocupe, faça outros no próximo lugar que vai, o orixá (òrìṣà) vai com você.Eu entendo que o ninguém segura ou fixa um orixá (òrìṣà) na sua casa mantendo o Igbá de um iniciado que se foi. OIgbá é uma individualização e só tem sentido, só tem função junto ao próprio iniciado. Se quiser manter um orixá (òrìṣà) em casa que trate melhor as pessoas.
O Igbá e a morte
Com a morte do iniciado o Igbá deixa de ter sentido. A ligação não mais existe e se você não quer conviver com um egun atrás de você é recomendado que despache tudo junto. Existem pessoas que entendem que se deve consultar o Oráculo para saber se o orixá (òrìṣà) quer ir embora ou não, ou seja, se o Igbá vai ou não no carrego e em vitude dessa consulta muitos Igbá ficam no Ilê Axé (Ilé àṣẹ). Entendo que é um forma de ver isso. Acho mais natural que tudo se vá, não há motivo para se manter um vínculo Orun-aìyé (ọ̀run-aìyé) com um ori que não mais existe no aìyé isso vai contra o fundamento do axexe (aṣeṣe), mas, cada um siga sua consciência e o que aprendeu.
iku ike obarainan

Suuru

Ifá diz:SÚÚRÙ

“Ìwà nikàn l’ó ṣòro o – Caráter é tudo que é necessário.”.

Quando Ìwà viu que os problemas eram muitos
Ìwà disse tudo bem
Ela foi para a casa de seu pai
Seu pai era o primeiro filho nascido de Olódùmarè
Seu nome, Sùúrù, o pai de Ìwà”

Ìwà, o caráter, é o nome em yorubá que os povos da mesma usam para classificar esse valor moral. O caráter (Ìwà) é considerado o mais importante valor que uma pessoa pode ter, Ìwà vale mais que dinheiro e luxuosidades. É no caráter em que as Divindades veem o verdadeiro eu de cada um.
“Sùúrù (Paciência) é o primeiro filho nascido de Olódùmarè, e visto como pai de Ìwà (Caráter)

Sendo assim, Ìwà é a única condição essencial para viver bem no Àiyé, sem interferências sobrenaturais ou resultados dos nossos atos. A paciência (sùúrù) é tida como fator principal para não se provocar a perda do caráter. Precisamos ter paciência durante a vida, não precisamos precipitar o que Ifá e as Divindades já colocaram em nossos caminhos.

Olódùmarè e as Divindades nos apoiam pelo o que somos e não pelo o que temos, ter tudo não exprime que estamos ao lado de Ọlọ́run e dos Òrìṣà, eles preferem o que é intangível, o caráter (ìwà), a paciência (sùúrù) diante dos fatos da vida, a verdade (òótó), e por ultimo e não menos importante, a humildade (irẹlẹ̀). É em Ìwà onde nossas ações refletem e ela é a prova de nossos feitos no Àiyé.

"O lobo pode perder os dentes, porém sua natureza jamais."

"Não basta dirigir-se ao rio com a intenção de pescar peixes; é preciso levar também a rede."

"Não há lugar para a sabedoria onde não há paciência"

"Quem poupa os lobos, sacrifica as ovelhas"

Ifa gbe wa oo